Arte na infância: muito além da diversão, ela estimula crianças curiosas

Desenhar, cantar, dançar, inventar histórias e brincar de faz de conta vão além do lazer. Uma revisão de estudos reunidos pela Organização Mundial da Saúde e por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo indica que o contato com linguagens artísticas favorece o desenvolvimento cognitivo, emocional, social e motor ao longo da vida, com efeitos especialmente importantes na infância. Com informações de RvistaCrescer.
Ao criar e experimentar, a criança integra percepção, movimento, linguagem, memória, emoções e planejamento. A neuropediatra Liubiana Araújo, da Sociedade Brasileira de Pediatria, explica que essas atividades fortalecem conexões neuronais e ajudam a desenvolver funções executivas, como atenção, controle de impulsos, planejamento, tolerância à frustração e busca por soluções. “A criatividade é um grande diferencial do ser humano. Ela permite que a criança pense em novas formas de resolver desafios, inclusive em áreas como a matemática e as ciências”, afirma.
Especialistas defendem que o estímulo pode começar ainda na primeira infância, com músicas, histórias, fotografias, instrumentos adequados e experiências sensoriais. O acesso não depende de aulas caras: caixas de papelão, tecidos, tampinhas e gravetos podem virar brinquedos e personagens, enquanto museus, bibliotecas, centros culturais, praças e parques oferecem outras possibilidades. Para a arte-educadora Danuza Rangel, a arte “mobiliza o corpo, os sentidos, a memória, a atenção, os afetos e a elaboração de ideias” e integra a formação humana.
