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Arthur Virgílio, prefeito de Manaus do PSDB e “presidenciável”, é denunciado à Justiça Eleitoral

Do Poder360:

Pré-candidato tucano à Presidência, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) por falsa declaração de bens apresentada à Justiça. O prefeito teria ocultado da Justiça Eleitoral 2 apartamentos de luxo, avaliados em R$ 1,6 milhão.

A denúncia foi apresentada nesta 5ª feira (7.dez.2017).

Os dados que embasam a denúncia são referentes ao patrimônio pessoal do prefeito informe no registro de sua candidatura à prefeitura da capital amazonense, nas eleições de 2016.

De acordo com o MPF, Virgílio Neto declarou R$ 160.784,29 em 2016, quando foi reeleito prefeito. O patrimônio listado inclui 1 imóvel de R$ 36 mil e aplicações bancárias. A diferença seria de mais de 500% no patrimônio apontado à Justiça Eleitoral.

O MPF sustenta que a omissão foi deliberada, já que ele publicamente negou ser o proprietário durante a campanha em 2016, quando a existência dos apartamentos foi revelada pelo jornal A Crítica.

O MPF pediu à Justiça Eleitoral a condenação do prefeito por crime previsto na Lei Eleitoral. A pena prevista é de reclusão de até 5 anos e pagamento de multa.

Em nota, o prefeito informou que a declaração de bens foi corrigida junto ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Amazonas em outubro de 2016, “tão logo o equívoco foi identificado”. Segundo a nota, a petição foi protocolada em 30 de outubro de 2016.

No ano passado, Virgílio foi citado na delação premiada da Odebrecht com o apelido de “kimono” – político praticou jiu-jítsu na juventude. Ele teria recebido R$ 300 mil da empreiteira. O tucano afirma que a doação da empreiteira foi feita de forma legal em 2010 e que ele não responde a nenhum processo sobre o repasse.

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