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As marcas no pescoço de PM morta com tiro na cabeça em SP

Soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Foto: Reprodução

Peritos identificaram marcas na região do pescoço e em outras partes do corpo da policial militar Gisele Santana após a exumação realizada na sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo. Os novos exames foram solicitados na investigação sobre a morte da soldado, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça na manhã de 18 de fevereiro no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central da capital. No sábado (7), médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) Central realizaram exames de imagem, incluindo tomografia, para analisar a lesão na região cervical e verificar se houve compressão no pescoço antes do disparo.

Durante o atendimento no apartamento, um socorrista relatou ter observado uma área arroxeada na mandíbula da vítima. Ele também afirmou que a arma estava posicionada na mão da policial de uma forma que disse não ter visto em casos de suicídio. Segundo o depoimento, o sangue já estava coagulado quando as equipes chegaram ao local e não havia cartucho de bala visível. Uma vizinha declarou à polícia que ouviu um estampido forte às 7h28. O marido da policial ligou para a Polícia Militar às 7h57 e disse: “Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”. Às 8h05 ele também acionou o Corpo de Bombeiros, que chegaram ao local às 8h13.

Depoimentos de bombeiros também registraram que o tenente-coronel afirmou estar no banho quando ouviu o disparo, mas socorristas disseram que ele estava seco e que não havia água no chão do apartamento. Os investigadores analisam ainda a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que chegou ao prédio às 9h07 e entrou no apartamento com o oficial. Registros indicam que ele saiu do imóvel às 9h18 e que o tenente-coronel deixou o local às 9h29, já com outra roupa. A defesa de Geraldo Neto afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e que tem colaborado com as autoridades, enquanto a defesa do magistrado declarou que ele foi chamado ao apartamento como amigo do oficial.