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As pessoas que consideram ter relações com robôs, segundo nova pesquisa

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Uma pesquisa do serviço de telemedicina ZipHealth indicou que 1 em cada 4 pessoas considera a possibilidade de ter uma relação afetiva com um robô. O levantamento foi realizado com adultos no Reino Unido e aponta variações conforme a faixa etária, com maior aceitação entre os mais jovens.

Entre os entrevistados, 37% da geração Z afirmaram que considerariam esse tipo de relação, enquanto cerca de 28% dos millennials também demonstraram abertura. Já pessoas com mais de 55 anos tendem a rejeitar a proposta. Entre os que se mostraram favoráveis, cerca de 60% citaram curiosidade e a possibilidade de experiências sem julgamentos. Entre os que recusaram, aparecem razões como preferência por conexões humanas e desconforto com a ideia.

O neurocientista e psicanalista Eduardo Omeltech afirmou: “A inteligência artificial nunca vai te contradizer de verdade. Ela foi programada para te agradar. E quando você passa a preferir isso, não é porque encontrou conexão. É porque desistiu de crescer”. Ele também declarou: “O ser humano amadurece na fricção, não no conforto. O outro te expande justamente porque é diferente de você. Tem limite, tem contradição, te decepciona de um jeito que te força a se reorganizar. Quando você troca isso por algo que só te devolve eco, você não está buscando amor. Está construindo uma prisão muito bem decorada”. Em outra avaliação, acrescentou: “A tecnologia pode ser uma ferramenta poderosa. Mas ela nunca vai te dar o que só o outro humano consegue provocar em você. E quem foge dessa tensão, no fundo, está fugindo de si mesmo”.