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As polêmicas e curiosidades dos Jogos de Inverno de Sochi

A Olimpíada de Inverno de Sochi, que começou nesta sexta-feira e segue até o dia 23, reunirá 3,5 mil atletas de 88 países no balneário do sul da Rússia, às margens do Mar Negro.

Trata-se da 22ª edição dos jogos, que reúnem modalidades praticamente desconhecidas no Brasil, praticados em países em que é a neve e as temperaturas abaixo de zero são comuns, como é o caso do hóquei sobre o gelo e o curling (esporte em que uma pedra de 20 kg desliza sobre uma pista de gelo rumo a um alvo).

Mesmo antes do início, os jogos, que tiveram um orçamento de cerca de US$ 50 bilhões – mais do que o estimado para a Copa 2014 e a Rio 2016 juntas –, estão sendo marcados por polêmicas.

Entre eles estão a questão dos direitos dos homossexuais russos e a matança de cães vira-latas.

A Olimpíada se realiza em uma cidade em que a média das mínimas temperaturas nunca fica abaixo de 4ºC. Temendo que faltasse neve durante o evento, os organizadores decidiram estocar toneladas dela.

Putin se envolveu muito com o evento e sua preparação – desde fazer lobby no Comitê Olímpico Internacional até inspecionar de perto canteiros de obras e testar as instalações desportivas.

“Sochi é o seu projeto pessoal, para mostrar a Rússia como uma grande potência mundial e ele próprio como um grande líder”, diz Steve Rosenberg, correspondente da BBC em Moscou.

“Foi um grande projeto, a maior obra do mundo”, disse Putin nesta semana.
Se você acha que ele exagera, deve saber que esses são os Jogos Olímpicos mais caros da história: os US$ 50 bilhões representam cerca de US$ 42 bilhões a mais do que o orçamento da edição anterior.

Foram construídas, entre outras coisas, mais de 300 quilômetros de novas estradas, 55 pontes, 22 túneis, 13 estações ferroviárias, cinco escolas e duas usinas térmicas.

Saiba Mais: BBC