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Ucrânia alerta para o perigo de uma divisão do país

 

Na véspera das planejadas consultas populares sobre a secessão de regiões no leste ucraniano, Kiev alertou para o perigo de uma divisão do país. Alemanha e França classificaram de “ilegais” as votações, previstas para o domingo, e ameaçaram novas sanções contra a Rússia, caso as eleições presidenciais ucranianas agendadas para 25 de maio não se realizem.

O presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turtchinov, escreveu neste sábado em seu site internet que o voto afirmativo será “um passo em direção ao abismo”, com “destruição total” da economia, programas sociais e “da vida em geral” para a maioria da população de Donetsk e Lugansk. Ele renovou sua disposição de participar de uma rodada de negociações sobre mais autonomia para aquelas regiões do leste. No entanto, descartou a participação de “terroristas” nas conversas, referindo-se às milícias armadas que ocuparam prédios administrativos e da polícia.

Cerca de 3 milhões de habitantes das regiões orientais Donetsk e Lugansk foram convocados para optar no domingo se desejam ou não permanecer parte do país. Separatistas pró-russos decidiram manter a data da votação, apesar de o presidente russo, Vladimir Putin, ter pedido um adiamento.

Observadores afirmam que a Ucrânia está ameaçada de entrar numa guerra civil. O leste do país vem sendo nos últimos dias abalado por severos combates entre forças governamentais e milicianos pró-Rússia, com alto número de mortos. Na véspera do referendo, a situação nas principais cidades da região é tensa.

No entanto, não foram registrados novos combates, depois que de sete a 20 pessoas foram mortas na cidade portuária de Mariupol, na sexta-feira. Em Donetsk, os insurgentes libertaram vários funcionários da Cruz Vermelha que haviam sido detidos por cerca de sete horas.

 

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DW