Assassinos de Marielle escolheram ponto cego para atirar, afirma investigador
Do Uol:
Entre as dificuldades das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, está a falta de imagens do momento do crime. Os criminosos, diz a polícia, escolheram um ponto cego no trajeto da vereadora e executaram o crime em um local em que não existiam câmeras.
Boa parte das ruas do centro do Rio de Janeiro — Marielle foi assassinada no Estácio, na região central, 4 km depois de deixar um evento na Lapa– é coberta tanto por câmeras de segurança do município quanto por câmeras dos circuitos internos dos edifícios. O local escolhido pelos criminosos era um dos poucos pontos em que ação poderia ocorrer sem registro.
“Essas imagens seriam muito importantes. Dariam uma ideia precisa da dinâmica do crime. Você vê por aí como os assassinos são profissionais. A forma como a perseguição foi feita, a precisão nos tiros, na escolha do momento de interceptá-la e disparar”, diz um dos agentes que participam da investigação.
A Polícia Civil investiga se a munição usada no assassinato de Marielle e Anderson foi utilizada recentemente em outros crimes no Rio, segundo confirmou um dos agentes que participam da investigação.
As balas de calibre 9 mm encontradas ao lado dos corpos na última quarta-feira (14) são do lote UZZ-18, vendido à PF de Brasília em 2006. Caso tenham aparecido em algum outro crime no Estado, dizem os policiais, seria mais um possível caminho para encontrar os criminosos.
Imagens das câmeras de segurança próximas ao local do crime indicam que dois carros participaram da ação. (…)

