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Associação dos procuradores mistura alhos com bugalhos para confundir a opinião pública

Robalinho e Robalão, quando aquele foi entregar a este a lista tríplice que resultou na indicação de Dodge

Do Poder 360

O presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho, afirmou na manhã de hoje (31.jan.2018) que o governo de Michel Temer manipula os dados da Previdência.

Robalinho e presidentes de associações da magistratura e do Ministério Público receberam jornalistas para tratar de 1 ato que será realizado amanhã no STF (Supremo Tribunal Federal) às 14h. O objetivo é unir forças contra projetos que teriam como objetivo enfraquecer o Poder Judiciário.

Os juízes e procuradores apresentarão carta aberta à presidente Cármen Lúcia com críticas: 1) à reforma da Previdência; 2) à lei de abuso de autoridade e 3) ao projeto de lei que criminaliza a violação de prerrogativas de advogados. Depois irão à Câmara discursar contra as matérias que tramitam na Casa.

Segundo Robalinho, o governo faz uma propaganda mentirosa da reforma da Previdência e “demoniza” os funcionários públicos ao tratá-los como 1 dos empecilhos à votação do projeto.

“Isso não é uma discussão séria. Poderia ter sido feita com honestidade intelectual muito maior. Os números que o governo apresenta, ele manipula. Por toda essa situação que achamos que a reforma da Previdência não está pronta para ser votada e deverá ser discutida com muito mais tranquilidade, sem esse clima de Fla-Flu que foi colocado pelo governo. Não é à toa que o governo está fracassando no Congresso. Está fracassando porque ninguém confia nos números que ele apresenta, porque manipula diante dos senhores e da opinião pública”, afirmou o procurador.

PRISÃO APÓS 2ª INSTÂNCIA

Robalinho disse ainda que seria 1 retrocesso brutal uma eventual mudança na jurisprudência adotada pelo STF. O tom foi corroborado por presidentes de associações de juízes como Anamatra, Ajufe e AMB.

(…)

PS: A reforma da Previdência é uma coisa, a lei de abuso de autoridade, outra, assim como a prisão em segunda instância. Ao misturar tudo, a Associação confunde a audiência. Estratégia semelhante foi usada na chamada Jornada de Junho, que começou com a discussão da tarifa e acabou com a rejeição de uma emenda constitucional que restabelecia a ordem natural das coisas: polícia investiga, MP controla a polícia, mas não investiga. Com a rejeição, os procuradores ganharam poder para avançar sobre as garantias constitucionais do cidadão. O aparelho estatal de investigação ficou, na prática, sem um órgão que o controle.