Atacama: o céu tão limpo que permite observar galáxia a 2,5 milhões de anos-luz

San Pedro de Atacama, no norte do Chile, se tornou um dos principais pontos de observação astronômica do planeta por reunir condições raras de visibilidade. A altitude elevada, o ar extremamente seco e a baixíssima poluição luminosa fazem com que a região registre mais de 300 noites de céu limpo por ano, em um ambiente classificado como Bortle 1, o nível mais escuro possível para observação.
Esse cenário transforma o Deserto do Atacama em destino central do chamado astroturismo e abriga observatórios de referência internacional, como o ALMA e o Very Large Telescope. A nitidez do céu é tamanha que nebulosas, a Via Láctea e outros corpos celestes podem ser vistos com riqueza incomum mesmo sem grandes interferências atmosféricas.
Em condições ideais, quem visita a região ainda consegue observar a Galáxia de Andrômeda, a maior vizinha da Via Láctea, localizada a cerca de 2,5 milhões de anos-luz da Terra. A olho nu ela já pode ser percebida, mas binóculos e telescópios ampliam a experiência. A luz captada hoje pelos observadores, porém, partiu de Andrômeda milhões de anos antes da existência humana.
