Até Catanhêde admite que malas de dinheiro de gente ligada a Temer foram chocantes

A jornalista Eliane Cantanhêde escreveu em sua coluna do Estadão deste domingo, 31, que os episódios de corrupção envolvendo os aliados diretos de Michel Temer – Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures – estão entre os principais fatos do ano. Até aí, tudo bem, é óbvio. Mas ela, que já demonstrou ter um relacionamento de amizade com Temer, considerou os episódios didáticos, ou seja, inquestionáveis do ponto de vista da explicação do que é o governo Temer: antro de corrupção (ela não usa essa expressão, óbvio).
“Qualquer retrospectiva política de 2017 mostra, forçosamente, as fotos de malas e caixas entupidas de R$ 51 milhões no apartamento do baiano Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Dilma Rousseff e de Michel Temer. E o vídeo da Polícia Federal com a corridinha ridícula do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures carregando uma mala com R$ 500 mil em São Paulo?” Para a jornalista, as imagens são mais eloquentes do que as delações da Lava Jato.
“Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Essas duas imagens, de um didatismo impressionante, expõem e chocam mais do que as milhões de páginas das delações premiadas que traçam a trajetória da corrupção desde os palácios da República até os bolsos, malas, contas, apartamentos, paraísos fiscais, joias, obras de arte, mansões, jatinhos, iates e festas”, afirma.
