Até o guarda-sol? A cobrança ilegal que está surpreendendo turistas nas praias de SP

Turistas no litoral paulista estão denunciando cobranças abusivas por cadeiras e guarda-sóis desde o Réveillon, incluindo exigência de consumo mínimo, prática proibida por lei. Segundo o Uol, em 11 cidades, como Guarujá e Praia Grande, mostra que a falta de preços visíveis dificulta a fiscalização. “Depois de uns 15 minutos que a gente tinha sentado, o rapaz trouxe um cardápio”, relatou a esteticista Ana Andrade, surpreendida com uma conta de R$ 150 no Guarujá.
“Ele disse que a conta era R$ 150. Achei caro, perguntei se era pelas bebidas, e ele respondeu que R$ 60 eram do aluguel das cadeiras e do guarda-sol”, conta Ana. Outros relatos incluem exigências de R$ 70 a R$ 350 em consumo mínimo para famílias. As prefeituras alegam que a prática ocorre sem registro formal, o que complica a aplicação de penalidades.
O empresário Marcos Almeida, na Praia Grande, foi informado de que precisaria consumir R$ 250 para usar quatro cadeiras e dois guarda-sóis. As prefeituras consultadas afirmam que o consumo mínimo é ilegal, mas a fiscalização esbarra na falta de preços expostos e na informalidade dos acordos.
