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Por que é preciso avisar ao cérebro que ele continua em uso

Pessoa idosa pratica atividade física ao ar livre
Imagem ilustrativa

A demência pode estar ligada a fatores que se acumulam ao longo da vida, como hipertensão sem controle, diabetes, tabagismo, consumo de álcool, perda auditiva, isolamento social, poluição do ar e inatividade física. Em diretrizes divulgadas em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que até 45% do risco de demência se relaciona a fatores modificáveis em nível populacional.

Entre as medidas acessíveis para reduzir vulnerabilidades está movimentar o corpo. Uma análise publicada em 2025, com 30 revisões científicas, 383 estudos e mais de 18 mil participantes, identificou melhora modesta de atenção, memória, função executiva e velocidade de processamento no mesmo dia após uma sessão de exercício.

A atividade física também contribui para o controle da pressão arterial, a sensibilidade à insulina, a qualidade do sono, a preservação da massa muscular e a redução do risco vascular. Caminhar, nadar, pedalar, dançar, subir escadas ou fazer musculação são alternativas para reduzir o tempo sentado e avisar ao cérebro que ele continua em uso.