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Atriz confessa na TV que adotou bebê ilegalmente na ditadura argentina

Haydeé Padilla é uma atriz argentina, nascida em 1936, que fez muito sucesso no cinema nas décadas de sessenta e setenta. Esta semana ela protagonizou um episódio de grande repercussão durante um programa de entrevistas num canal argentino.

Sem saber que o programa estava no ar, Haydeé confessou que sua filha Maria Laura de Cecco havia sido adotada ilegalmente em um hospital, em 1975. “Ela tinha oito meses e eu nunca quis saber se era filha de desaparecidos políticos” afirmou a atriz.

A confissão chocou o país, especialmente as organizações de Direitos Humanos. Revoltada com o episódio, a presidente da Associação Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, não demorou a se pronunciar: “Estou paralisada. Isto é gravíssimo e uma pista para nós. A Justiça tem que agir. Neste caso é um delito de lesa humanidade,” afirmou.

Desde o fim da ditadura argentina, Estela de Carlotto vem liderando uma luta sem trégua para descobrir o paradeiro dos bebês que foram roubados pelos militares dos braços de suas mães prisioneiras e entregues a outras famílias.

Até hoje, já foram encontrados 110 netos desaparecidos, graças à existência de um Banco de Dados Genéticos e de uma lei que considera compulsória a extração de sangue em caso de suspeita sobre a verdadeira identidade de qualquer pessoa. Estima-se que mais de 400 pessoas ainda vivam com identidades trocadas.

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