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“Em choque”: o homem que cancelou salto um dia antes de morte em ponte

Rian Rodrigues durante salto em Limeira
Rian Rodrigues durante salto em Limeira. Foto: Reprodução.

O autônomo Rian Rodrigues, de 20 anos, disse que cancelou um salto marcado com o grupo Entre Cordas na sexta-feira (12), um dia antes da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A atividade seria o terceiro rope jump dele no local.

Maria Eduarda caiu em queda livre de uma altura próxima de 40 metros e morreu no local. Três pessoas envolvidas no caso estão presas sob suspeita de homicídio doloso. A defesa afirma que o episódio configura homicídio culposo e diz que o grupo acionou socorro e prestou o apoio possível depois da queda.

Rian contou que, nas experiências anteriores, não percebeu falhas de segurança. “Eles [os instrutores] conferiram tudo naquela vez. A corda, o equipamento, tudo. Puxaram tudo certinho e foi uma experiência tranquila. Até fiz uma avaliação positiva no Google depois”, afirmou. Ele também disse que familiares eram contra os saltos por considerarem a prática perigosa.

Ao saber da morte de Maria Eduarda, o autônomo afirmou que ficou sem reação. “Fiquei em choque. Até porque realmente parecia ser uma empresa bem responsável, séria. Aí saiu a notícia de que eles não tinham nem CNPJ. Foi um pouco frustrante”, disse. A Ponte do Esqueleto é conhecida em Limeira pela prática de saltos e atrai pessoas da região, segundo moradores ouvidos pela reportagem.