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Homem que perdeu R$ 56 mil em apostas pede contrato de Galisteu com a Betano à Justiça

Adriane Galisteu
Adriane Galisteu. Foto: Reprodução

Eliudson de Lima Silva, autor da ação que envolve Virginia Fonseca, Adriane Galisteu e a Betano, pediu à Justiça que determine a exibição do contrato de publicidade entre Galisteu e a Kaizen Gaming, empresa responsável pela operação da plataforma. A solicitação entrou em uma réplica protocolada no dia 8, após a defesa da apresentadora afirmar que a parceria dela com a casa de apostas começou apenas meses depois das apostas feitas pelo autor.

Eliudson rebateu o argumento e afirmou que a data de início da contratação só poderá ser delimitada por prova documental. Ele também quer apurar se a remuneração de Galisteu variava conforme o prejuízo dos apostadores, ponto que, segundo o autor, poderia caracterizar abusividade na publicidade da plataforma. Na mesma manifestação, ele retificou a tese inicial sobre a suposta ilicitude da atividade de apostas e reconheceu que a atuação das bets no país é legal, autorizada e regulamentada.

O autor manteve, porém, a acusação de que Betano, Virginia e Galisteu teriam descumprido regras de publicidade responsável ao apresentar apostas como forma de investimento e solução para problemas financeiros. Ele também pediu perícia médica para apurar a relação entre as apostas e problemas psiquiátricos que diz ter desenvolvido, além de perícia técnica sobre o funcionamento da plataforma. O valor da causa caiu de R$ 324 mil para cerca de R$ 118 mil, após Eliudson reconhecer que o montante inicial não representava seu prejuízo comprovado; na ação, ajuizada em junho de 2025, ele afirma ter apostado R$ 56 mil que economizava para comprar a casa própria.