Por que o resgate após avalanche no Nepal e no Tibete é tão difícil

As equipes de emergência do Nepal resgataram 350 pessoas que se abrigaram em um túnel em construção de uma hidrelétrica durante a avalanche que atingiu áreas do Nepal e do Tibete. Mas salvamentos como esse tendem a ser raros após grandes deslizamentos, pois a massa de água, lama e destroços deixa pouca chance de sobrevivência para quem é atingido diretamente. Com informações de g1.
Em terremotos, os socorristas costumam trabalhar com uma janela de até 72 horas para localizar sobreviventes presos em escombros, onde podem existir bolsões de ar e acesso eventual à água. Nas avalanches, a asfixia aguda pode ocorrer entre 10 e 15 minutos, segundo estudo publicado na revista científica Jama sobre casos registrados na Suíça entre 1981 e 2020. Sobreviventes encontrados dias depois geralmente estavam nas bordas do fluxo de detritos.
O deslocamento de vítimas, veículos, árvores e construções por quilômetros também elimina pontos de referência para as buscas. O terreno permanece instável e propenso a novos deslizamentos, enquanto a lama compactada, pedras e troncos dificultam a escavação. Estradas arrastadas pela correnteza ainda comprometem o acesso aos vilarejos e a chegada de suprimentos, tornando mais lenta até a recuperação de corpos.
