O que se sabe sobre queda de avião em Campo Grande

O avião bimotor que caiu na manhã desta sexta-feira (03) em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, não tinha caixa-preta. A ausência do equipamento não indica irregularidade: o modelo Neiva EMB-810D Seneca não conta com esse tipo de gravador, e nenhum aparelho do tipo foi recolhido entre os destroços.
O acidente matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, que estudava mamíferos do Pantanal, especialmente tamanduás. Os corpos foram retirados do local por volta das 13h30, junto com pertences encontrados na aeronave, incluindo uma mala grande e livros da pesquisadora. Representantes da Amapil Táxi Aéreo, responsável pelo avião, estiveram na área, que deve permanecer isolada até a chegada de técnicos do Cenipa neste sábado (04).
O delegado Sam Suzumura afirmou que a investigação ainda está no início e trata o mau tempo como uma das hipóteses para a queda, com possível desorientação espacial causada pela cerração. “A suspeita inicial é que, em razão do mau tempo, isso tenha provocado a queda. Só que a gente precisa seguir nos levantamentos”, disse. A análise técnica deve verificar a parte mecânica da aeronave, incluindo eventual falha, perda de potência ou problema no motor. O avião emitiu sinal de localização após a queda, mas os bombeiros encontraram os destroços cerca de uma hora e meia depois, com apoio de drone com câmera térmica e helicóptero.
