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Babás dos ultrarricos ganham mais, mas enfrentam exigências extremas

Mulher empurra carrinho de bebê em Dubai
Mulher empurra um carrinho de bebê em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Foto: Reprodução

O mercado de babás para famílias ultrarricas elevou salários e exigências profissionais. Algumas trabalhadoras recebem até US$ 200 mil por ano, cerca de R$ 1,03 milhão, em regimes que preveem ao menos 12 horas diárias de trabalho durante sete dias consecutivos, seguidos por uma semana de folga.

Além dos cuidados com crianças, os empregadores buscam profissionais com formação em instituições de prestígio, domínio de vários idiomas e disponibilidade para viagens frequentes. Experiência em iates e jatos privados passou a ser um requisito básico em parte das vagas, afirma Anita Rogers, fundadora da agência British American Household Staffing.

O modelo de rodízio ganhou espaço após a pandemia: duas babás se alternam para assegurar atendimento às crianças todos os dias do ano. Embora o sistema garanta períodos longos de descanso, profissionais relatam que a intensidade da rotina pode dificultar planos pessoais, como formar uma família.