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Bairros nobres de SP têm prédios envelhecidos e vendas travadas; entenda os motivos

Empresária Fernanda Küppel em apartamento no bairro de Jardins, desocupado desde 2013.. Foto: Fernanda Küppel/Acervo Pessoal

No bairro dos Jardins, em São Paulo, a empresária Fernanda Küppel mantém um imóvel familiar desocupado desde 2013. O apartamento de 240 m² enfrenta dificuldades para locação ou venda devido à alta taxa condominial, que chega a R$ 6,5 mil por mês, gerando prejuízo anual estimado em R$ 100 mil.

O prédio abriga apenas 14 unidades, aumentando a responsabilidade financeira de cada proprietário. Segundo Fernanda, o valor do imóvel gira entre R$ 2,5 milhões e R$ 2,8 milhões, mas a liquidez é limitada por fatores como a crescente oferta de imóveis novos na cidade, que também afeta bairros como Paraíso, Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Bela Vista, Vila Mariana, Pinheiros e Moema.

A verticalização intensa em áreas centrais tem ampliado a disponibilidade de apartamentos modernos com lazer completo, reduzindo a procura por imóveis antigos. Especialistas apontam que prédios mais antigos, com grandes áreas comuns, exigem manutenção constante, elevando custos de condomínio e dificultando vendas ou locações.

Alguns proprietários buscam soluções para reduzir despesas, como ajustes na gestão de funcionários e modernização de instalações. Profissionais de administração de condomínios destacam que planejamento financeiro e manutenção eficiente podem controlar os gastos, preservando valor e liquidez do imóvel mesmo em empreendimentos com muitas amenidades, seja nos Jardins, em Moema ou em Pinheiros.