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Balanço da vergonha: quais são os setores que mais exploram trabalho escravo no Brasil

De Época

Os dados sobre casos de trabalho escravo no Brasil, tabulados pelo Ministério do Trabalho (MT), revelam que 43.421 pessoas foram libertadas desde 2003. Esses dados estão longe de refletir a realidade. A Comissão da Pastoral da Terra (CPT), por exemplo, uma das principais entidades procuradas pelos empregados para fazer queixas, apurou pelo menos 3 mil casos a mais, no mesmo período de tempo. De forma geral, os dados da pastoral sempre superam os números oficiais. De acordo com a CPT, nos últimos 22 anos a pecuária liderou a lista das atividades que mais tiveram resgates, com 16.918 casos, seguida pela cana-de-açúcar, 11.635; lavouras temporárias, 5.021; e lavouras permanentes, com 4.800 libertações. Todos esses setores são ligados diretamente à alimentação do brasileiro.

(…)

Um balanço feito pela Pastoral da Terra mostra as atividades que mais libertaram escravos no Brasil, entre os anos de 1995 e 2017. O ranking teve base no cruzamento dos dados da CPT, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego:

1º – Pecuária – 16.918 escravos libertados
2º – Cana-de-açúcar – 11.635 escravos libertados
3º – Outras lavouras temporárias – 5.021 escravos libertados
4º – Lavouras permanentes – 4.800 escravos libertados
5º – Carvão vegetal – 3.787 escravos libertados
6º – Desmatamento – 2.807 escravos libertados
7º – Construção civil – 2.502 escravos libertados
8º – Outros – 1.726 escravos libertados
9º – Reflorestamento – 1.341 escravos libertados
10º – Extrativismo vegetal – 1.038 escravos libertados
11º – Confecção – 544 escravos libertados
12º – Mineração – 364 escravos libertados
Total – 52.483 casos