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Justiça impede barriga de aluguel de ver bebê que ela gestou após recusar aborto

McKenna West
A enfermeira, McKenna West. Foto: Divulgação

McKenna West, enfermeira do Alasca que atuou como barriga de aluguel para um casal nos Estados Unidos, tem poucas chances de obter a guarda do bebê que gestou, segundo avaliação da advogada especializada em direito reprodutivo Marla Neufeld. A criança nasceu em 12 de agosto, em Dallas, no Texas, e está sob custódia dos pais biológicos. Uma nova audiência está marcada para 25 de agosto no condado de Dallas.

West afirma que os pais pediram a interrupção da gravidez depois que exames apontaram a síndrome do coração esquerdo hipoplásico, uma cardiopatia congênita grave. O casal nega ter exigido ou pressionado pela realização de um aborto. A enfermeira decidiu manter a gestação e disse ter se oferecido para assumir sozinha as responsabilidades financeiras e legais pela criança, proposta que foi recusada pelos pais.

Antes do parto, a Justiça do Texas determinou que o bebê recebesse os cuidados médicos necessários para preservação da vida, mas não concedeu a guarda a West. Por ordem judicial, ela não pode manter contato com a criança. Para Neufeld, as leis do Alasca, da Califórnia e do Texas não sustentam o reconhecimento da gestante como mãe legal, já que os pais biológicos foram reconhecidos judicialmente como responsáveis pelo recém-nascido.