Barroso autoriza trabalho de Delúbio na CUT
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso acatou recurso do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e autorizou que ele volte a trabalhar na Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Mas Barroso negou outros dois recursos, do ex-deputado Romeu Queiroz e de Rogério Tolentino – que era advogado do publicitário Marcos Valério quando os crimes do mensalão foram cometidos.
Para o ministro, o fato de Queiroz trabalhar na sua própria empresa e de ter Tolentino como seu funcionário não está de acordo com as regras do trabalho externo.
A decisão foi tomada depois que o pleno do STF liberou o ex-ministro José Dirceu para o trabalho externo. Com base nos critérios utilizados pelo colegiado, Barroso individualmente deu decisões nos demais recursos.
A maioria dos ministros do STF decidiu na quarta-feira que presos no regime semiaberto não precisam cumprir um sexto de suas penas antes de ter direito de trabalhar fora da prisão. A decisão abre caminho para que os condenados no processo do mensalão, entre eles o ex-ministro José Dirceu, obtenham o benefício.
A decisão contraria entendimento do presidente da corte, Joaquim Barbosa. Em maio, ele negou um pedido de Dirceu para trabalhar no escritório do advogado José Gerardo Grossi.
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