Bastidores da demissão: como Renato Gaúcho perdeu o comando no Fluminense

A saída de Renato Gaúcho do Fluminense não foi motivada por uma crise aberta no vestiário, mas o clima interno já mostrava sinais de desgaste. Informações de bastidores apontam que o treinador acumulava atritos no elenco, especialmente por conta de suas escolhas táticas e da percepção de “panela” em determinadas escalações. Com informações do Globo.
Além disso, membros da diretoria consideravam que o técnico havia perdido motivação após o Mundial de Clubes, o que acelerou sua decisão de pedir demissão para evitar um processo de desgaste maior. Entre os jogadores, a insatisfação aumentava diante das constantes mudanças na equipe e das entrevistas em que Renato atribuía parte das dificuldades à qualidade do elenco.
O caso de Soteldo, único reforço solicitado por ele, também aumentou a pressão, já que o venezuelano recebeu sequência mesmo em momentos de baixa. Atletas como Kevin Serna, Lezcano, Lavega e Bernal foram preteridos e pouco utilizados, o que reforçou a ideia de que faltava clareza na condução do grupo.
A relação com os medalhões também não era simples. Nomes como Ganso, Keno e Cano divergiam de algumas escolhas, enquanto Renato mantinha Everaldo como titular apesar da falta de gols. No meio desse cenário, reforços contratados para substituir peças importantes, como Santi Moreno, sequer chegaram a ser relacionados, o que aumentou as críticas sobre a falta de aproveitamento de investimentos feitos pela diretoria.
