Bateria ejetável em carros elétricos: entenda por que especialistas criticam a ideia

A ideia de instalar uma bateria ejetável em carros elétricos surgiu na China como forma de evitar incêndios em caso de fuga térmica. O sistema, apresentado em setembro por um centro de pesquisa em parceria com a Joyson Electronics, utiliza um gerador de gás semelhante ao de um airbag para arremessar o módulo a até seis metros do veículo em menos de um segundo. A proposta buscava proteger os ocupantes e permitir que equipes especializadas controlassem o fogo isolando o componente.
Apesar da justificativa de segurança, a recepção foi negativa. Críticos apontaram que o sistema apenas transfere o risco, já que uma bateria de cerca de 600 quilos poderia atingir carros, pedestres ou estruturas inflamáveis. Nas redes sociais chinesas, a ideia foi comparada a “jogar uma batata quente para os outros”. Outro ponto levantado é que, em acidentes graves, a carroceria pode deformar e impedir a ejeção, além do risco de os conectores de alta voltagem não se soltarem, mantendo o perigo dentro do automóvel.
Diante das críticas, o protótipo não deve ser levado adiante, e as empresas envolvidas já descartam sua adoção comercial. Como destacou a imprensa local, “a solução não ataca a raiz do problema, que seria evitar o incêndio em primeiro lugar”. Em paralelo, autoridades chinesas preparam a norma técnica GB 38031-2025, voltada a aumentar os índices de proteção contra incêndios e fugas térmicas nos carros elétricos produzidos no país.
