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Batochio levanta suspeitas sobre juízes da “conexão Curitiba” da Lava Jato

Texto de Fábio Serapião, Ricardo Brandt, Luiz Vassallo e Fausto Macedo no Estadão.

A defesa de Lula vai ao Superior Tribunal de Justiça para tentar livrar o ex-presidente da prisão da Lava Jato, sempre insistindo na tese de sua inocência. Os advogados alegam que Lula foi condenado ‘por um crime sem conduta’ no processo do famoso triplex do Guarujá – pena de 12 anos e um mês de reclusão.

Aos ministros do STJ, onde cabe recurso especial, os advogados vão reiterar a versão de que o triplex não é e nunca foi de Lula. “Os argumentos ao STJ são inúmeros, inclusive atipicidade da conduta”, destacou o criminalista José Roberto Batochio, do núcleo de defesa do ex-presidente.

“De quem é o apartamento?”, questiona o veterano advogado, referindo-se ao fato de que, formalmente, o triplex está em nome da OAS – a Operação Lava Jato sustenta que a empreiteira pagou propinas de R$ 2,2 milhões a Lula por meio de obras de reforma e melhorias do apartamento do Guarujá, em troca de contratos com a Petrobrás durante o governo do petista.

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Ele considera ‘intrigante’ que ‘todos os juízes que conduzem ou relatam a Lava Jato são de Curitiba, a saber, no primeiro grau, no TRF-4, no STJ e no STF’

Batochio faz uma ironia. “Uma coisa me intriga muito, longe de querer insinuar qualquer coisa, mas há uma coincidência sobre a qual chamo a atenção. Já disseram que estamos diante de uma Conexão Araucária.”

O criminalista põe sob suspeita as manifestações de rua contra Lula. “Quem paga os rojões e as bandeiras em frente à Polícia Federal? Isso tudo é muito estranho.”

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Batochio