BC mira bancos frágeis e pode limitar Pix para conter hackers

O Banco Central estuda impor restrições ao uso do Pix por bancos, fintechs e prestadoras de tecnologia que apresentem fragilidades em segurança cibernética. Entre as medidas em análise estão limites para valores e horários de transações, bloqueio ao registro de novas chaves por instituições consideradas de risco e, nos casos mais graves, suspensão do acesso ao sistema. Com informações de Metrópoles.
A discussão ganhou força após uma sequência de ataques hackers contra pontos mais vulneráveis da cadeia financeira. Estimativas do mercado apontam desvios superiores a R$ 1,5 bilhão em fraudes cibernéticas nos últimos 12 meses. Um dos casos de maior impacto envolveu a C&M Software, empresa intermediária que conecta instituições ao sistema do BC, em um ataque que desviou cerca de R$ 800 milhões. Também houve tentativas recentes contra uma fintech e contra a MagaluPay, do Magazine Luiza.
A proposta prevê tratamento diferenciado: instituições com histórico de falhas ou controles insuficientes operariam sob restrições, enquanto participantes com padrões mais elevados manteriam acesso pleno ao Pix. Em evento do BC, o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, disse que infraestruturas como Pix e STR se tornaram “elementos cotidianos e críticos da vida econômica do país”. Para o advogado Tiago Severo, especialista em regulação financeira, a calibragem será essencial para aumentar a proteção sem concentrar o mercado nem prejudicar a inovação.
