Cerco do STF faz receita das bets no Rio desabar 98,5%

A arrecadação do governo do Rio de Janeiro com bets caiu 98,5% depois que a União conseguiu barrar a operação nacional das casas de apostas credenciadas pela Loterj. A decisão obrigou o uso de geolocalização para restringir o serviço a apostadores dentro do estado, derrubando a receita líquida das empresas licenciadas pelo governo Cláudio Castro (PL). Com informações do Metrópoles.
Em janeiro de 2025, último mês em que as bets fluminenses ainda operaram em todo o país, o GGR — receita líquida do setor, calculada pela diferença entre depósitos e saques — somou R$ 414 milhões. Em junho, mesmo com influência da Copa do Mundo, as 21 casas autorizadas no Rio registraram R$ 16,2 milhões, já incluindo os serviços lotéricos Rio de Prêmio e Raspa Rio. Como o estado cobra 5% sobre essa receita, a arrecadação caiu de R$ 20,7 milhões em janeiro para R$ 320 mil no mês passado.
A disputa começou após o Rio alterar seu edital para retirar a exigência de geolocalização, permitindo que empresas licenciadas no estado concorressem, na prática, com a licença federal. A União acionou o STF e alegou invasão de competência sobre loterias nacionais; em janeiro de 2025, André Mendonça concedeu cautelar exigindo a restrição territorial, confirmada pelo plenário em março. Procurada, a Loterj afirmou que a queda decorre da decisão judicial: “Com a limitação territorial imposta pela decisão judicial, houve redução do universo de usuários aptos a acessar as plataformas das operadoras credenciadas pela LOTERJ, refletindo naturalmente na arrecadação da Autarquia”.
