VÍDEO – “Não cativei”: Técnico nega motim e abre bastidores da crise no Uruguai

Marcelo Bielsa concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, em Montevidéu, e negou que jogadores do Uruguai tenham feito uma rebelião antes da partida contra a Espanha, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. O técnico argentino afirmou que a equipe manteve sua proposta de jogo. “A observação da partida contra a Espanha, claramente indica que jogamos de acordo com as minhas ideias, que sempre foram as mesmas”, disse. Bielsa, porém, admitiu que nunca teve boa relação com o elenco. “Cativei os jogadores? Não. Os jogadores estavam tranquilos comigo? Não”, afirmou. Ele disse que esse problema não impediu o time de competir e rejeitou a ideia de que os atletas tenham rendido menos por estarem incomodados com ele. “Não posso aceitar isso”, declarou.
O treinador também relatou que conversou com jogadores em grupos reduzidos depois do amistoso contra os Estados Unidos, antes do Mundial, para ouvir incômodos sobre o trabalho. Segundo Bielsa, os pedidos se concentraram em dois pontos: menos informação nas reuniões e fim da divisão dos treinos em dois grupos. Ele afirmou que reduziu o tempo das conversas e aceitou treinar o elenco junto, embora preferisse o modelo anterior por questões de observação e duração das atividades.
Bielsa ainda negou problema com Federico Valverde, substituído contra a Espanha, e disse que o jogador do Real Madrid sempre atendeu aos pedidos de função. O contrato do técnico terminou após a eliminação, e o Uruguai não renovará o vínculo. A seleção encerrou a campanha com dois pontos, depois de empatar com Cabo Verde e Arábia Saudita e perder para a Espanha. “Essa despedida é muito dolorosa pelo sonho que tinha neste projeto e como terminou mal”, afirmou.
