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O bilhete com falha que acertou a Mega-Sena e virou caso de polícia

Circuito interno de lotérica em Sinop
Circuito interno da Casa Lotérica Sinop, em Mato Grosso, em agosto de 2023. Foto: Reprodução/TV Globo

Um bilhete ganhador da Mega-Sena, com prêmio de R$ 29.058.128,28, virou alvo de disputa judicial entre a Casa Lotérica Sinop, em Mato Grosso, e a ex-funcionária Clarice Simon. O caso, revelado pelo Fantástico neste domingo (05), envolve uma aposta feita em 12 de agosto de 2023 para o concurso 2620 da Caixa Econômica Federal.

Clarice atendia uma cliente quando a impressão do bilhete saiu com defeito. Ela refez o mesmo jogo, entregou à apostadora um comprovante sem falhas e guardou o primeiro bilhete em um cofre da lotérica. No dia do sorteio, quatro apostas acertaram as seis dezenas, incluindo as duas apostas iguais feitas em Sinop. A cliente recebeu o prêmio, enquanto Clarice tentou resgatar o valor do bilhete defeituoso em uma agência da Caixa, que abriu prazo maior para análise por causa da falha na impressão.

Clarice pediu demissão em 15 de agosto. O administrador e sócio da lotérica, Diego Lemke, apresentou notícia-crime à Polícia Civil em outubro, alegando que as imagens internas mostravam que o bilhete pertencia ao estabelecimento. A ex-funcionária afirma que pagou pelo comprovante com defeito, prática que, segundo ela, ocorria quando havia problema na aposta; a lotérica sustenta que arcava com esse tipo de erro e que os bilhetes deveriam ficar no cofre para recolhimento pela gerência. A Justiça Estadual bloqueou o prêmio em novembro de 2023, e o Ministério Público denunciou Clarice e seu companheiro, Cladecir Jose Picoli, no início de 2024, sob acusação de furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas. O caso tramita sob sigilo na 1ª Vara Criminal de Sinop.