Bisneto do criador do termo “pão-duro” desautoriza uso por Michelle Bolsonaro

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O bisneto do criador do termo “pão-duro” desautorizou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a defesa de seu marido, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de fazer uso da expressão que caracteriza uma pessoa apegada ao dinheiro e pouco caridosa.
“Meu bisavô, suposto inventor do termo ‘pão duro’ com sua peça de teatro de mesmo nome de 1941, confirmou para mim via ouija que não autoriza o uso do termo por parte da defesa desse povo. Ele tomará medidas cabíveis no judiciário do umbral (puxar o pé durante o sono)”, escreveu Guilherme Gurgel em seu perfil no Twitter.
Ele é bisneto de Amaral Gurgel, creditado como criador da expressão por causa da peça “Pão-duro”, que conta a história de um homem pobre que pedia pão velho, mas que quando morreu descobriram que tinha uma fortuna guardada.
Here we go again
Quem quiser saber mais sobre a peça Pão Duro, escrita por meu bisavô Amaral Gurgel e levada aos palcos por Procópio e Bibi Ferreira em 1941, pode ler esse fio que escrevi no fim de semana ??https://t.co/LVJV6DBzxT— Guilherme Gurgel (@g_agurgel) May 16, 2023
O termo foi usado pela defesa do ex-presidente na noite de segunda-feira (15), durante coletiva, para tentar justificar os gastos de Michelle no cartão de crédito de uma amiga. Os advogados afirmaram que ela usou por dez anos o cartão de Rosimary Cardoso Cordeiro porque não tinha crédito para emitir um em seu nome e Bolsonaro era muito “pão-duro” para fornecer à esposa um cartão adicional.
“Esse cartão permaneceu vigente até agosto de 2021, quando o banco a ofereceu um cartão e ela não mais precisava (…). A resposta da dona Michelle é ‘Meu marido sempre foi muito pão-duro'”, afirmou o advogado Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação no governo Bolsonaro.
