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Bisneto do criador do termo “pão-duro” desautoriza uso por Michelle Bolsonaro

Ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Foto: Reprodução

O bisneto do criador do termo “pão-duro” desautorizou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a defesa de seu marido, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de fazer uso da expressão que caracteriza uma pessoa apegada ao dinheiro e pouco caridosa.

“Meu bisavô, suposto inventor do termo ‘pão duro’ com sua peça de teatro de mesmo nome de 1941, confirmou para mim via ouija que não autoriza o uso do termo por parte da defesa desse povo. Ele tomará medidas cabíveis no judiciário do umbral (puxar o pé durante o sono)”, escreveu Guilherme Gurgel em seu perfil no Twitter.

Ele é bisneto de Amaral Gurgel, creditado como criador da expressão por causa da peça “Pão-duro”, que conta a história de um homem pobre que pedia pão velho, mas que quando morreu descobriram que tinha uma fortuna guardada.

O termo foi usado pela defesa do ex-presidente na noite de segunda-feira (15), durante coletiva, para tentar justificar os gastos de Michelle no cartão de crédito de uma amiga. Os advogados afirmaram que ela usou por dez anos o cartão de Rosimary Cardoso Cordeiro porque não tinha crédito para emitir um em seu nome e Bolsonaro era muito “pão-duro” para fornecer à esposa um cartão adicional.

“Esse cartão permaneceu vigente até agosto de 2021, quando o banco a ofereceu um cartão e ela não mais precisava (…). A resposta da dona Michelle é ‘Meu marido sempre foi muito pão-duro'”, afirmou o advogado Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação no governo Bolsonaro.

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