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Bispo esbanjador alemão é criticado pela premiê Angela Merkel

“Temos um tremendo problema de credibilidade. E a Igreja na Alemanha sofre com as consequências”, afirma Zollitschem sobre algumas declarações publicadas pelo jornal populista alemão Bild. O presidente da Conferência Episcopal está em Roma, onde está previsto que se reúna com o papa Francisco para tratar do caso do bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, de 53 anos.

Este bispo levantou uma forte controvérsia na Alemanha, tanto pelo seu comportamento autoritário, como pelo fato de construir uma nova residência com um custo que já ultrapassa os 40 milhões de euros, de acordo com o prestigioso Frankfurter Allgemeine Zeitung, frente aos 5,5 milhões inicialmente anunciados.

Zollitsch se distanciou do bispo, nos últimos dias, e mostrou seu “estranhamento” com os custos derivados da construção de sua nova residência em Limburg e outros escândalos que o cercam, como sua mania de viajar na primeira classe.

Hoje, o jornal Süddeutsche Zeitung publica algumas declarações do arquiteto do projeto, Michael Frielinghaus, em que afirma que o bispo sabia, desde o início do projeto, “os custos correspondentes”. Tebartz-van Elst também está no Vaticano, para onde viajou, neste final de semana, num voo econômico, com o objetivo de dar explicações à Cúriae, se for possível, diretamente ao papa Francisco.

Há duas promotorias que investigam possíveis casos de declarações falsas do bispo (em relação a uma viagem na primeira classe à Índia) e fraude (relativas às obras da residência em Limburg), ao passo que da Igreja católica surgem as críticas contra o bispo.

De sua parte, a chanceler alemã, Angela Merkel, qualificou, hoje, como de “grande peso” para os católicos o caso do bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, objeto de duras críticas por possível esbanjamento na construção de sua residência, e expressou sua confiança de que a Igreja saberá resolver o assunto.

 

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