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Blog da Veja pergunta se é “começo do fim de Bolsonaro” e fãs do “mito” ficam loucos nos comentários

O blog O Leitor de Maicon Tenfen no site da revista Veja pergunta se é o “começo do fim de Bolsonaro” após a falta de explicações sobre patrimônio e auxílio-moradia, que só foram dadas à Folha no final do dia 11 de janeiro.

No princípio de setembro, escrevi aqui que Bolsonaro se enforcaria com a própria corda, bastava começar a campanha eleitoral. Uma chuva de pedras caiu sobre o telhado do blog. Os bolsonaristas mais resolutos — vítimas iniciais da trumpificação política do Brasil — usaram o Facebook para me chamar de defensor de corruptos.

Não entendi muito bem a associação, mas o fato é que a campanha nem começou e Bolsonaro já está gaguejando para responder perguntas básicas sobre o seu patrimônio. Pensei que ele se enroscaria no radicalismo do próprio discurso, não em aquisições suspeitas ou auxílios indevidos que admite estar recebendo como deputado.

(…)

Todo mundo sabe que o eleitor brasileiro não está nem um pouco preocupado com denúncias ou mesmo provas de corrupção. Se estivesse, não veríamos Lula liderando as pesquisas depois de ser condenado em primeira instância na Lava-Jato. “E daí se Bolsonaro é igual aos outros?”, li hoje nas redes sociais. “Voto nele mesmo assim!”

Parabéns pela coerência, senhores, mas depois não venham me acusar de defender os corruptos, combinado?

Nos comentários, os bolsonaristas ficaram loucos com o jornalista da Veja.

“Caro Maicon Tenfen e quem seria bom pra você? Lula? Para de dar uma de coitadinho falando que caímos tem cima de vc chamando de defensor de corruptos…essas matérias tendenciosas não vão nos calar seu imbecil”.

“Fale com toda sinceridade: você acha mesmo que o Bolsonaro é igual aos outros políticos? Perecebe-se que o texto distorce algumas coisas, pois não há patrimônio infundado ou não declarado”.

“BOLSONARO 2018.. NÃO ADIANTA QUERER ENGANAR O POVO COM MATERIAS COMO ESSAS.. O POVO PRECISA E QUER BOLSONARO PRESIDENTE”

A vida é dura no campo da direita com a presença da “inteligência” bolsonarista.