“Blogueiro CLT”: o novo fenômeno que tem incomodado empresas

O fenômeno dos chamados “blogueiros CLT” vem ganhando força nas redes sociais, com trabalhadores usando seus perfis para mostrar a rotina profissional de forma descontraída. A prática trouxe fama e até renda extra para alguns, mas também tem causado desconforto em empresas, resultando em casos de advertências e até demissões.
A discussão gira em torno dos limites entre liberdade de expressão e preservação da imagem corporativa. Alguns profissionais, como a psicóloga Thamiris Castro (30), que trabalhava em presídios do Rio de Janeiro, têm conteúdos que viralizam nas redes e atraem milhões de visualizações.
Ela foi demitida pouco mais de um ano depois e, ao g1, afirmou que acredita que a exposição tenha influenciado na decisão, já que a chefe passou a segui-la antes do desligamento. A legislação não proíbe funcionários de publicar em redes sociais, mas determina que informações sigilosas ou que prejudiquem a empresa não podem ser expostas, sob risco de demissão por justa causa.
Outro exemplo é o de Geovanna Pedroso (23), profissional de marketing que começou a criar conteúdo digital em 2019, como hobby. Mesmo sem expor seu emprego, enfrentou piadas de colegas e chefes por suas publicações sobre moda e comportamento.