Bolsonarista condenada por homofobia tem prisão decretada após fugir do Brasil

A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva da bolsonarista Jaqueline Santos Ludovico, de 26 anos, após constatar o descumprimento de medidas cautelares e a saída do país sem autorização. Segundo decisão judicial, há indícios de que ela passou a viver na Espanha, o que levou à classificação de foragida.
Ludovico foi condenada por homofobia em um episódio ocorrido em uma padaria na capital paulista e responde como ré por estelionato em Santa Catarina. A ordem de prisão, porém, está relacionada a um atropelamento seguido de fuga registrado em junho de 2024, caso que já havia motivado sua prisão preventiva à época.
Posteriormente, a defesa obteve autorização para que ela aguardasse o julgamento em liberdade, sob o argumento de que tinha filhos pequenos. A decisão impôs condições, entre elas o comparecimento mensal ao fórum criminal e a proibição de se ausentar do estado por mais de oito dias sem autorização judicial.
De acordo com a Justiça, essas exigências não foram cumpridas. Uma certidão de movimentos migratórios da Polícia Federal indica que Jaqueline deixou o Brasil em 9 de outubro, pelo aeroporto de Guarulhos, com destino à Espanha, sem registro de retorno até o início de janeiro.
Após pedido da vítima do atropelamento e manifestação favorável do Ministério Público, a juíza Giovanna Christina Colares determinou a expedição do mandado de prisão. Na decisão, a magistrada afirmou que há indícios de tentativa de fixação definitiva no exterior, o que atende aos requisitos legais para a prisão preventiva.
Com a ré fora do país, a Polícia Federal deve ser acionada para auxiliar na localização. Entre as medidas em análise está a inclusão do nome de Jaqueline em listas de difusão da Interpol. A defesa da acusada não se manifestou até a publicação.
