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Bolsonarista propõe sessão só com homens para provar que mulher é “submissa ao marido”

Mical Damasceno com roupa colorida, falando e gesticulando em microfone
A deputada estadual Mical Damasceno – Divulgação

Em sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) realizada nesta quarta-feira (17), a deputada estadual Mical Damasceno (PSD-MA) gerou controvérsia ao afirmar que “o homem é o cabeça da família” e que “a mulher é submissa ao seu marido”. A parlamentar também propôs uma sessão solene exclusiva para homens, marcada para 15 de maio, data em que se celebra o “Dia da Família”.

“Nós comemoramos o Dia da Família em 15 de maio, e aí veio uma ideia, em meu coração, que acredito que seja divina, de nós fazermos uma sessão solene aqui, mas somente com homens para mostrar à sociedade que o cabeça da família é o homem. Vamos encher esse plenário aqui de macho. A mulher tem que entender que ela deve submissão ao marido, doa a quem doer”, defendeu.

A deputada direcionou sua argumentação à presidente da Alema, Iracema Vale (PSB), sugerindo que ela, como católica praticante, entenderia a liderança do homem na família como a de Cristo na Igreja. Em resposta, a presidente da Assembleia pediu “benção” à parlamentar, acrescentando uma observação irônica: “a cabeça só vai para onde o pescoço leva”.

Mical Damasceno compartilhou um vídeo da sessão em suas redes sociais: “O homem é o cabeça da família. A mulher é submissa ao seu marido!”, escreveu na legenda. A deputada, que é apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tem sua base eleitoral no segmento evangélico, foi reeleita nas eleições de 2022, obtendo 52.123 votos.

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