Bolsonarista que deixou esposa grávida no PR recebeu alerta dela: “Não pode, é vandalismo”

A esposa de Matheus Lima de Carvalho Lázaro, condenado a 17 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi deixada grávida no 8 de janeiro e ainda repreendeu o marido sobre o ataque. Durante o julgamento do bolsonarista nesta quinta (14), a Corte exibiu mensagens trocadas entre o casal na data.
Morador de Apucarana (PR), ele foi até Brasília de ônibus e participou da invasão da Praça dos Três Poderes com dois amigos que estavam acampados no Quartel-General do Exército. Enquanto os terroristas invadiam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o prédio do Supremo, ele começou a trocas mensagens com a esposa.
“‘Mô’, aqui na televisão está falando que as polícias já estão tudo prontas, já. Daqui a pouco elas vão aparecer aí”, afirmou ela às 16h05. Logo depois, enviou outra mensagem: “Aqui está mostrando na televisão as pessoas já quebrando as coisas. Isso não pode porque isso é vandalismo. Não pode entrar quebrando, tipo… É, destruindo até o teto. Aqui na televisão está mostrando. Não pode isso”.
Cerca de meia hora depois, Matheus enviou um vídeo a ela em que dizia: “Que que não pode? É para quebrar, para dar desordem, para o Exército vir, ‘mor’. ‘Mô’, acabou pacificamente, não existe isso. Tem quebrar tudo, para ter reforma, para ter guerra, amor. Guerra! Para o Exército entrar. Entendeu? A gente tem que fazer isso aí para o Exército entrar, e todo mundo ficar tranquilo. O Exército tem que entrar para dentro”.
O bolsonarista ainda disse para ela não acreditar nos veículos de imprensa porque “eles estão totalmente errados”. “É vândalo, é vândalo mesmo. Acabou o pacífico”, prosseguiu. Sete minutos depois, às 16h44, ele disse que o local estava “tranquilo”, reclamou de problemas de internet e enviou uma selfie na Praça dos Três Poderes.
As mensagens aparecem em laudo da Polícia Civil do Distrito Federal e foi anexado ao processo contra Matheus no Supremo pelo ministro Alexandre de Moraes.