Polícia Civil ouve Bolsonaro sobre pistola apreendida em blitz no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal colhe, na tarde desta terça-feira (23), o depoimento de Jair Bolsonaro sobre a pistola registrada em seu nome e apreendida em uma blitz na semana passada. O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou por volta das 14h30 ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Com informações de g1.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da polícia para ouvir Bolsonaro por videoconferência, “uma vez que há restrição legal para uso de comunicações eletrônicas”. Moraes relata a pena do ex-presidente, que cumpre 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março, autorizada por prazo inicial de 90 dias para recuperação de uma broncopneumonia.
A pistola Glock 9mm estava no carro de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Gabinete de Segurança Institucional cedido à Casa Civil para atuar na segurança de Bolsonaro. A Polícia Militar apreendeu a arma em Brasília na segunda-feira (15) porque o veículo não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo, embora uma consulta ao sistema do Exército tenha confirmado o registro em nome do ex-presidente. O militar prestou depoimento, afirmou que levava a arma para reparo e acabou liberado.
Investigadores ouvidos pela TV Globo avaliam que o caso pode ficar no campo administrativo, já que Bolsonaro e o militar têm porte e a arma tinha registro, mas circulava sem a documentação exigida. Eles também analisam eventual violação do Estatuto do Desarmamento, que prevê pena de 3 a 6 anos de prisão, além de multa. Em manifestação ao STF, a defesa afirmou que a equipe de segurança retirou o percussor da pistola para deixá-la inoperante diante das condições de saúde mental de Bolsonaro e disse que “a entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção”.
