Bolsonaro gastou R$ 207 mil no cartão corporativo após derrota para Lula

Após ser derrotado nas eleições presidenciais e antes de fugir para os Estados Unidos, o ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) gastou R$ 207,9 mil no seu cartão corporativo. A maior parte das despesas após o dia 31 de outubro foi com fast food, mercado gourmet, adega e farmácia. Enquanto usava o cartão presidencial para pagar suas despesas, Bolsonaro teve pouquíssimos compromissos de trabalho.
O ex-presidente do Brasil ficou pelo menos 21 dias sem agenda oficial após o segundo turno. Nos dias em que trabalhou, realizou reuniões curtas e viajou duas vezes ao Rio de Janeiro para participar de eventos com militares. A agenda do então chefe do Executivo ficou indisponível para consulta a partir do dia 24 de dezembro.
Nos registros das despesas, há gastos de R$ 44,6 mil com o La Palma, descrito como “mercado gourmet” em Brasília que vende produtos importados e bebidas, entre outros produtos. Na “Super Adega”, foram gastos R$ 14,7 mil depois do fim da eleição. Com uma peixaria a despesa foi de R$ 10,5 mil e com uma distribuidora de carnes, R$ 2,7 mil. Há compras na “Casa do Chocolate” de R$ 2,5 mil, despesas de R$ 375 em sorveterias, no restaurante japonês Soho (R$ 1,85 mil), Pizza Hut (R$ 1,36 mil), Outback (R$ 715,4), McDonald’s (R$ 577,9), Madero (R$ 526), Habib’s (R$ 273,88) e “Pedaço de Pizza” (R$ 219). Essas informações foram levantadas pelo Valor Econômico.
