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Os bosques proibidos do Japão que preservam lendas de samurais e espíritos

Bosque japonês cercado por vegetação densa
Vegetação densa em um bosque japonês. Foto: Reprodução

No Japão, áreas verdes de acesso restrito alimentam lendas há séculos e integram tradições religiosas, históricas e de preservação. Um dos exemplos é o Irazu-no-Mori, ou “floresta proibida”, bosque de 33 mil metros quadrados situado atrás do templo xintoísta Keta Taisha, em Hakui, na península de Noto.

O local abriga itajiis, árvores da mesma família dos carvalhos e faias, e é reconhecido como monumento natural nacional. Em 2019, durante a entronização do imperador Naruhito, o bosque recebeu visitantes pela primeira vez em 400 anos, após uma cerimônia de purificação. No percurso, fotos eram proibidas em certos trechos, e uma cobertura de nylon evitava o contato dos calçados com o solo.

Em Ichikawa, o bambuzal Yawata no Yabushirazu também tem entrada desaconselhada por placas e histórias ligadas ao samurai Taira no Masakado, morto em 940 após liderar uma rebelião contra o imperador. As versões populares dizem que ele morreu ou foi enterrado no local; outras citam um antigo cemitério de nobres ou uma fissura que liberaria gás venenoso. O nome do bosque virou uma expressão japonesa para situações em que alguém está perdido e não encontra saída.