A estatística que transforma a queda do Brasil em vexame ainda maior

O Brasil teve apenas 34% de posse de bola contra a Noruega, neste domingo (05), a menor marca da seleção brasileira em uma partida de Copa do Mundo desde o início das medições, em 1966. A equipe entregou a bola aos noruegueses desde o início e apostou no contra-ataque, estratégia ligada ao perfil do elenco, com atacantes velozes e pouca presença de meias de criação.
Foi o único jogo desta Copa em que a seleção terminou atrás do adversário na estatística de posse. Nas partidas anteriores, o Brasil havia liderado o índice, com 69% contra o Japão e 51% contra Marrocos. Mesmo finalizando mais que a Noruega, a equipe acertou pouco: chutou 14 vezes e colocou quatro bolas no gol, aproveitamento de 28%. Os noruegueses finalizaram nove vezes, acertaram cinco e chegaram a 55% de precisão.
A vantagem física também pesou. A Noruega tem média de altura de 1,87 m, a maior da Copa ao lado da Bósnia, enquanto o Brasil aparece em 24º lugar, com 1,82 m. Os europeus venceram 73% das disputas aéreas, incluindo o lance do primeiro gol de Haaland sobre Gabriel Magalhães. Ainda assim, a seleção cruzou mais bolas na área, 16 contra 12, e terminou dependente de jogadas pouco favoráveis ao seu perfil. Pela direita, Danilo voltou a ter dificuldades e encerrou o jogo como o titular brasileiro com mais passes errados, sete; no torneio, foi o jogador da seleção que mais errou passes, com 33.
