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Brasileira traficada no Camboja denuncia estupro: “Fui usada como prêmio”

Prédio de complexo de golpes em Poipet, no Camboja
Complexo de golpes na cidade de Poipet, no Camboja, na fronteira com a Tailândia. Foto: Reprodução

Uma brasileira traficada para um complexo de golpes em Poipet, no Camboja, relatou que um gerente a ofereceu como “prêmio” a homens envolvidos no esquema criminoso. Identificada pelo nome fictício de Cecília, ela contou à Anistia Internacional que os homens a estupraram após conseguirem mais dinheiro com as fraudes. Com informações da Folha de S. Paulo.

Vítimas de tráfico humano nesses complexos são mantidas sob confinamento e obrigadas a cumprir jornadas exaustivas na aplicação de golpes financeiros. Cecília também afirmou que gerentes a espancaram com um taco de beisebol depois de saberem que seu pai procurava a polícia brasileira para obter informações sobre seu paradeiro.

O relatório da Anistia reúne relatos de outras mulheres submetidas a estupros e exigências de sexo em troca de proteção dentro dos complexos. Em 2025, mulheres representaram 54,8% dos 84 casos de tráfico de pessoas envolvendo brasileiros registrados pelo Ministério da Justiça; nos inquéritos da Polícia Federal, a exploração sexual liderou entre as finalidades do crime.