Brasileiros dominam prostituição masculina em Londres

Postado em 29 de janeiro de 2014 às 6:54 am

“Não é que os brasileiros só querem fazer programa. São os clientes que só querem os brasileiros. Se for de outro país, não dá certo”, simplifica Renato (nome fictício), um catarinense de 25 anos que mora em Londres desde 2012.

Sua profissão: garoto de programa em tempo integral.

Renato é um dos vários brasileiros que vêm para a Grã-Bretanha em busca de oportunidades de trabalho em várias áreas, inclusive na indústria do sexo.

Muitos encontram emprego em bares, hotéis e restaurantes, mas decidem complementar a renda fazendo programa. Outros nem tentam as vias formais de trabalho. Já chegam a Londres decididos a ganhar o sustento e fazer economias vendendo sexo.

“Muitos brasileiros chegam ao aeroporto e vêm direto aqui anunciar antes mesmo de achar um lugar para ficar”, diz à BBC Brasil Russell Reeks, editor da seção de classificados da revista masculina britânica QX.

Renato diz que cobra cerca de 200 libras (R$ 800) por hora e que já chegou a fazer cerca de 3 mil libras (R$12 mil) num único final de semana.

O catarinense diz que frequenta a academia ao menos três vezes por semana para manter a forma, compra roupas caras das marcas Diesel e Ralph Lauren e divide um apartamento de dois quartos com um amigo tailandês, também garoto de programa, no bairro chique de South Kensington, no oeste da cidade.

“O mais difícil para mim é lidar com o dilema emocional, com o fato de que levo uma vida escondida.Nem minha família nem meus amigos no Brasil fazem ideia de que sou garoto de programa. Acham que trabalho com organização de eventos.”

Saiba Mais:“>BBC

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