BRB derrete na Bolsa e aprofunda crise bilionária ligada ao Master

As ações ordinárias do Banco de Brasília (BRB), negociadas sob o código BSLI3, caíram para R$ 3,02 na sexta-feira (03), em meio à pior crise da história da instituição. O valor representa uma desvalorização de 92% em relação aos R$ 38 registrados há cinco anos. Quem comprou os papéis com direito a voto em 2021 perdeu quase todo o dinheiro investido. Com informações de Metrópoles.
A série histórica das ações ordinárias do BRB começa em 2017, quando o valor nominal era de R$ 1,46. O pico ocorreu em janeiro de 2021, quando os papéis chegaram a R$ 107,69. A derrocada ganhou força depois que veio a público, em novembro de 2025, a compra de carteiras de crédito falsas do Banco Master, com prejuízo avaliado até agora em R$ 8,8 bilhões.
A Operação Compliance Zero atingiu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afastado por decisão judicial e preso quatro meses depois. As investigações apontaram que ele recebeu propina de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para atuar em favor do banco privado com dinheiro público. Diante do rombo, o GDF tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Crédito para capitalizar o BRB e evitar a quebra, mas o contrato ainda não saiu do papel mesmo após homologação de acordo pelo ministro Luiz Fux, do STF; os bancos que dariam fiança ao negócio resistem, apesar de a Câmara Legislativa ter aprovado em 9 de junho um projeto para ratificar os termos do acerto.
