Burger King é condenado por mandar funcionária emagrecer para usar uniforme

A 20ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região condenou a Zamp S.A., responsável pela rede Burger King, a indenizar uma ex-coordenadora de turno e rescindir indiretamente o contrato dela. A trabalhadora atuava em uma unidade do Shopping Morumbi, na zona sul de São Paulo, e relatou que recebeu uniforme sem tamanho adequado ao seu corpo. Com informação Metrópoles.
Ela afirmou que precisou contratar uma costureira para alterar a calça e conseguir trabalhar. As mudanças nas peças viraram alvo de piadas de colegas e da gerência, segundo testemunhas. O relator João Forte Júnior apontou “desprezo da superiora hierárquica pela reclamante” e disse que a empresa deveria adaptar o uniforme à trabalhadora. A Zamp negou discriminação e classificou a demora no fornecimento das roupas como falha operacional.
O colegiado também determinou o pagamento de adicional de insalubridade, horas extras, intervalo não usufruído integralmente, vale-refeição e R$ 3.150 de PLR. O Tribunal fixou em R$ 150 mil o valor provisório da condenação, que ainda será recalculado. A ex-funcionária recebeu multas por litigância de má-fé e por uma reclamação considerada desnecessária; o processo aguarda a análise de pedidos e recursos das partes.
