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Burn on: a exaustão de quem segue produzindo sem energia

Pessoa cansada em ambiente de trabalho
Ilustração sobre sinais de cansaço em ambiente de trabalho. Foto: Reprodução.

O burn on descreve um estado em que a pessoa continua funcionando, trabalhando e cumprindo tarefas mesmo com sensação permanente de exaustão. Em coluna no Estadão, a jornalista Luciana Garbin explica que o termo ainda circula menos que burnout, mas também pode afetar a vida profissional e pessoal.

A diferença principal está na forma como o esgotamento aparece. A Organização Mundial da Saúde reconhece o burnout como uma síndrome relacionada ao esgotamento crônico no trabalho. No burn on, a pessoa não necessariamente para: ela aprende a operar cansada, responde mensagens, participa de reuniões, cuida da rotina e tenta manter a produtividade apesar da falta de energia.

Segundo a coluna, especialistas associam o burn on a profissionais muito responsáveis, sempre disponíveis e orgulhosos de “dar conta”. O termo foi criado pelos alemães Bert te Wildt, psiquiatra, e Timo Schiele, psicólogo, autores do livro Burn on: Immer kurz vorm burnout, em tradução livre, Queimando: Sempre à beira do esgotamento.

Entre os sinais citados estão irritação constante, conflitos em família, sensação de atraso diante da própria vida, dificuldade para relaxar, esquecimentos e cansaço que não melhora depois do fim de semana. Garbin também aponta a impossibilidade de desligar como um sintoma importante, quando o descanso vira apenas um intervalo entre preocupações.