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Burocracia impediu que PM que matou mulher em SP usasse a câmara corporal; entenda

A policial militar Yasmin Ferreira, e uma imagem ilustrativa de um policial com camêra corporal
A policial Yasmin Ferreira estava sem câmera corporal durante abordagem. Fotomontagem

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, estava sem câmera corporal. Foi nessa condição que ela atirou e matou Thawanna da Silva Salmázio, de 31, em Cidade Tiradentes. Segundo a Polícia Militar, a corporação ainda não havia concluído o cadastro necessário para liberar o cartão eletrônico que permite a retirada do equipamento. Além disso, a soldado concluiu o curso de formação em 10 de dezembro de 2025 e trabalhava havia quatro meses no patrulhamento da região. Com informações da Folha de S.Paulo.

Thawanna caminhava com o marido pouco antes das 3h da sexta-feira (3), quando a viatura passou pelo casal e o retrovisor atingiu o braço dele. Em seguida, a discussão começou, Yasmin desceu do veículo e efetuou o disparo. Já o soldado Weden Silva Soares, que dirigia a viatura, usava câmera corporal. Ainda assim, o equipamento não registrou o momento exato do tiro, porque ele estava do outro lado do carro.

Depois do caso, a SSP-SP afastou os dois policiais do patrulhamento, e o DHPP abriu investigação com acompanhamento das corregedorias. Além disso, a secretaria informou que analisa as imagens das câmeras corporais e os laudos periciais. Enquanto isso, a Corregedoria da PM tem 45 dias, contados desde 3 de abril, para concluir o inquérito policial militar.