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A morte de Bussunda na Copa da Alemanha e o trauma que marcou o Casseta & Planeta

Bussunda
Bussunda caracterizado como ‘Ronaldo Fofômeno’, na Copa de 2006. Foto: Divulgação/TV Globo

Claudio Besserman Vianna, o Bussunda, morreu em 17 de junho de 2006, aos 43 anos, na Alemanha, onde acompanhava a seleção brasileira para a cobertura da Copa do Mundo pelo Casseta & Planeta. Segundo relato relembrado pelo Blog do Acervo, de O Globo, o humorista apareceu às 6h30 para tomar café no hotel Erb Best Western, perto de Munique, com dores no peito e aparência muito pálida. O diretor de fotografia Paulo Santos percebeu a gravidade e disse: “Você precisa ir para um hospital”.

A produtora Myriam Chebabi acionou dois paramédicos que estavam no hotel. Bussunda chegou a abrir a porta do quarto e falou com os socorristas, mas desabou logo depois. Beto Silva e Claudio Manoel chegaram enquanto os médicos tentavam reanimá-lo. Myriam comunicou a morte pouco depois: “O Bussunda morreu”. Eram 7h30, na véspera do jogo entre Brasil e Austrália, que a seleção venceria por 2 a 0, com gols de Adriano e Fred.

O humorista vivia uma fase de grande popularidade com personagens como Ronaldo Fofômeno, Ulson Montanha e Marrentinho Carioca. Ao jornal, o cardiologista Flávio Cure afirmou na época que o comediante havia feito um check-up seis meses antes do Mundial e que os resultados estavam normais. “Ele fez até uma cintilografia, que é um exame muito minucioso. É verdade que, nessa idade, os infartos costumam ser fulminantes. Mas foi realmente uma surpresa para mim o que aconteceu. Estava tudo certo com ele”, disse.

A série documental “Meu amigo Bussunda”, lançada em 2021 no Globoplay, reconstrói a véspera da morte. O programa relata que o humorista comeu salsichão, joelho de porco, bebeu cerveja e aceitou jogar uma pelada perto do hotel após convite de Claudio Manoel. Depois da partida, disse que estava tonto e enjoado. À noite, reclamou de dor de cabeça e respondeu a uma ligação do colega com a frase: “Vai ficar se vocês me deixarem dormir”. O velório ocorreu no Clube de Regatas do Flamengo, que decretou três dias de luto em homenagem ao humorista, sócio honorário e torcedor do clube.