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Ministro do STJ escala ex-advogada de Neymar em ação sobre importunação sexual

Marco Buzzi, ministro do STJ – Foto: Sérgio Amaral/STJ

Com julgamento marcado para 6 de agosto, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reforçou sua defesa no processo administrativo que apura acusação de importunação sexual. A advogada criminalista Maíra Fernandes passará a integrar a banca, ao lado dos criminalistas Paulo Emílio Catta Preta e Maria Fernanda Saad Ávila.

Maíra integrou a equipe de defesa de Neymar Jr. em 2019, quando o jogador foi acusado de estupro pela modelo Najila Trindade após encontro em Paris. O caso acabou arquivado, e Najila chegou a responder por fraude processual, denunciação caluniosa e extorsão, mas também foi absolvida.

Buzzi responde ao procedimento administrativo após duas mulheres o acusarem de importunação sexual. A Procuradoria-Geral da República defendeu a responsabilização do ministro e a aplicação da pena de aposentadoria compulsória, em manifestação assinada pelo subprocurador-geral da República José Adônis de Araújo. O caso não é uma ação judicial por importunação sexual, mas um processo administrativo sobre a conduta do magistrado; antes da manifestação da PGR, a comissão ouviu 20 pessoas.

O ministro está afastado do STJ desde 10 de fevereiro e também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em janeiro, uma jovem de 18 anos afirmou que Buzzi tentou agarrá-la três vezes no mar, em Balneário Camboriú (SC), durante férias na casa do magistrado. Ele nega a acusação. A defesa afirma que “a instrução processual evidenciará a inocência do magistrado ao fragilizar as acusações unilaterais apresentadas” e diz que o depoimento da suposta vítima precisa ser corroborado por provas consistentes.