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Cabral deixa o governo do Rio e Pezão assume

Depois de sete anos e três meses de mandato, o governador Sérgio Cabral (PMDB), 51 anos, passa hoje o bastão ao vice-governador Luiz Fernando Pezão, que assume amanhã o governo. Ele deve ser candidato a senador nas eleições de outubro.

Primeiro governador reeleito do Rio, com a maior votação histórica do estado (5,2 milhões de votos no 1º turno em 2010), Cabral se despede dos fluminenses em meio a protestos e com a mais baixa popularidade desde o início da gestão. Segundo pesquisa Ibope, só 18% aprovam seu governo. Em 2010, teve 66% dos votos válidos.

Sua gestão foi manchada pela tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza e por questões pessoais, como viagens frequentes ao exterior, uso de helicópteros para transportar cão da família e ausência em grandes tragédias, como a de Angra dos Reis, em janeiro de 2010.

O vice Luiz Fernando Pezão (PMDB), 59 anos, assume amanhã o cargo de governador. O apelido de infância veio do tamanho dos pés — ele calça 47,5 — e acabou incorporado ao nome político. “Eu era goleiro e as pessoas falavam que eu agarrava com o pé. Diziam que era só eu abrir os pés que já fechava o gol”, conta.

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