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Cadeia no Camboja com brasileira presa tem histórico de mortes e inundações

A arquiteta brasileira Daniela Marys de Oliveira, de 35 anos e prisão. Foto: Reprodução

A arquiteta brasileira Daniela Marys de Oliveira, de 35 anos, está há sete meses na prisão provincial de Banteay Meanchey, no norte do Camboja, conhecida por superlotação e más condições de higiene. O local já registrou mortes de detentos, enchentes e falta de atendimento médico. Em 2013, uma inundação obrigou a transferência de centenas de presos depois que a água chegou à altura do pescoço nas celas.

Daniela foi atraída ao país por uma falsa promessa de emprego e, ao descobrir que seria obrigada a aplicar golpes pela internet, recusou-se a participar e acabou presa sob acusação de posse de drogas. A família afirma que substâncias foram plantadas na bagagem dela. Logo após a prisão, criminosos usaram o celular da brasileira para extorquir parentes no Brasil, que chegaram a transferir R$ 27 mil.

Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Bangkok acompanha o caso e presta assistência consular. A brasileira deve ser julgada no dia 23 deste mês, enquanto sua família realiza uma vaquinha para custear advogados e tentar trazê-la de volta ao país.